Analisa registros DNS de forma imediata para diagnóstico técnico, propagação e e-mail.
Atenção

Nota técnica: uma consulta isolada mostra o que a zona autoritativa responde agora, mas resultado de DNS sempre depende de cache, TTL e do resolver que perguntou. Para fechar diagnóstico de propagação, vale repetir a consulta em momentos diferentes ou cruzar com outros resolvers (1.1.1.1, 8.8.8.8, 9.9.9.9).

Consulta DNS: como ler registros, nameservers e sinais de propagação

A consulta DNS devolve o que a zona autoritativa do domínio publica agora: A (IPv4), AAAA (IPv6), MX (e-mail), NS (nameservers), TXT (SPF, DKIM, DMARC, verificações de propriedade), CNAME (apelidos) e SOA (controle da zona). O lookup vai direto aos servidores responsáveis pelo domínio, sem passar por resolver recursivo, então o resultado reflete o estado real da zona no instante da consulta - não uma cópia em cache.

DNS quebrado raramente aparece como "DNS quebrado": vira site fora do ar, e-mail caindo no spam, certificado inválido ou subdomínio apontando para o lugar errado. Um único registro mal configurado é suficiente. Por isso a leitura precisa cobrir tanto o uso técnico (validar A, MX, NS de um domínio que você administra) quanto a dúvida mais comum de quem chega aqui buscando "meu DNS".

Como verificar nameservers de um domínio

Digite o nome no campo acima (ex: seudominio.com.br) e clique em "Consultar registros". A resposta inclui os NS autoritativos - os servidores que o registrador (Registro.br, GoDaddy, Namecheap, Cloudflare) delegou oficialmente para responder pelo domínio. O normal são dois ou mais nomes no padrão ns1.provedor.com, ns2.provedor.com.

O teste do dia a dia é simples: os NS que aparecem aqui batem com o painel onde você edita a zona? Se não baterem, é o diagnóstico clássico de "alterei o registro mas nada mudou" - o painel editado não é o autoritativo. Acontece o tempo todo em migração mal finalizada e em domínio que mudou de provedor mas continuou com os NS antigos no Registro.br.

Como testar DNS de um site

Testar DNS de um site na prática são três checks: o A (ou AAAA) aponta para o IP correto da hospedagem; MX, SPF, DKIM e DMARC estão coerentes para o e-mail entregar bem; e os NS publicados no registrador batem com a zona que você administra. A ferramenta devolve tudo isso num único lookup - basta comparar com a documentação do provedor.

Resultado estranho costuma ser cache em propagação. Repetir a consulta depois de alguns minutos resolve a dúvida na maioria dos casos. Zonas estabilizam em 5 a 30 minutos para TTLs típicos; TTL de 1 dia pode segurar registro velho por muito mais tempo.

O que é DNS e por que ele decide se um domínio funciona

DNS é Domain Name System. Em vez de decorar IPs, o navegador resolve nomes como exemplo.com.br para o endereço correto, descobre o servidor de e-mail, confere autenticação e lê metadados da zona. Tudo isso é DNS - não é só "endereço do site".

A cadeia funciona assim: o computador pergunta para um resolver (o do provedor, 1.1.1.1 da Cloudflare, 8.8.8.8 do Google ou outro), o resolver caminha pela hierarquia autoritativa, traz a resposta e guarda em cache pelo tempo do TTL. É dessa estrutura que saem os efeitos práticos - propagação demorada, registro velho persistindo, diferença de resposta entre redes.

Tipos de registros DNS que aparecem no diagnóstico

Não precisa decorar a RFC inteira. Os registros abaixo cobrem a maioria absoluta dos casos de troubleshooting no dia a dia.

Registros DNS mais comuns e seu papel na prática
Tipo Função principal Quando vira problema
A Aponta o domínio para um endereço IPv4. Site abre no servidor errado ou deixa de responder após migração.
AAAA Aponta o domínio para um endereço IPv6. Conexão falha em redes IPv6 quando o registro está incorreto.
CNAME Cria um alias para outro nome de domínio. Subdomínio fica apontando para destino incorreto ou em cadeia mal resolvida.
MX Define para onde os e-mails do domínio devem ser entregues. Mensagens não chegam ou vão para servidor antigo.
TXT Guarda textos técnicos como SPF, DKIM, DMARC e verificações. Email vai para spam, falha autenticação ou serviço não valida o domínio.
NS Indica os nameservers autoritativos da zona. Domínio aponta para infraestrutura DNS errada ou inconsistente.
SOA Contém metadados administrativos da zona, como serial e tempos de refresh. Replicação entre servidores fica inconsistente.
Info

Consulta de domínio não é a mesma coisa que "qual é meu DNS"

Quando uma pessoa pergunta "qual é meu DNS", ela pode estar falando do resolvedor que o computador está usando (DNS configurado na rede) ou dos nameservers autoritativos do domínio. Esta página atende ao segundo caso (consulta os registros publicados pela zona de UM DOMÍNIO). Se a sua dúvida é "qual resolvedor DNS eu estou usando agora?", abra meu DNS, que detecta o resolvedor da sua conexão. Para comparar a performance de resolvedores públicos, veja DNS Google vs Cloudflare vs Quad9 e melhores DNS públicos.

Resolver, nameserver autoritativo e cache: a confusão clássica

Misturar o DNS do roteador/sistema com os nameservers do domínio é um dos erros mais comuns. O resolver é quem pergunta - o DNS do provedor, o 1.1.1.1 da Cloudflare, o 8.8.8.8 do Google, o 9.9.9.9 do Quad9. O nameserver autoritativo é quem tem a resposta oficial da zona. Se o resolver está com cache antigo, ele entrega resposta defasada mesmo com o autoritativo já corrigido.

Isso muda completamente o diagnóstico de propagação: você corrige o autoritativo agora e ainda assim parte da internet continua vendo o estado antigo até o TTL expirar em cada resolver. Sem essa distinção, é fácil concluir errado que "o DNS não atualizou" quando na verdade o autoritativo já mudou.

TTL e propagação: por que a mudança não chega ao mesmo tempo para todos

TTL é time to live - o tempo que o resolver pode reaproveitar uma resposta antes de perguntar de novo. TTL alto significa menos consulta no autoritativo, mas propagação lenta. TTL baixo deixa a virada rápida, ao custo de mais tráfego DNS.

Quando o domínio trocou de hospedagem e ainda abre no servidor antigo para parte dos usuários, o suspeito quase sempre é o cache do resolver que cada rede está usando. Em migração planejada, reduzir o TTL para 300 segundos uns dias antes da virada encurta muito a janela de inconsistência. Em incidente já em andamento, o TTL explica por que o problema atinge só uma fatia.

Leitura prática de TTL e propagação DNS
Cenário O que observar Leitura recomendada
Registro alterado há poucos minutos Parte das redes vê a resposta antiga Propagação ainda em andamento, especialmente com TTL alto.
Autoritativo correto, usuários vendo resposta antiga Resolvedores mantendo cache Problema de cache, não necessariamente de configuração atual.
NS antigos e novos se alternando Delegação inconsistente Revisar nameservers no registrador e sincronização da zona.
MX correto, mas e-mail falhando TXT ausente ou SPF/DKIM errados Problema de autenticação e reputação, não apenas de roteamento.
Dica

Antes de migrar, reduza TTL quando possível

Se a troca de servidor é planejada, reduzir o TTL antes da migração ajuda a diminuir o tempo de cache antigo espalhado pela internet.

Quando o site não abre: ordem prática de diagnóstico

Sequência que funciona: confirmar se o A/AAAA aponta para o IP certo, checar se os NS são os esperados, ver se houve alteração recente e testar se a aplicação responde diretamente pelo IP. Boa parte dos casos é DNS correto com aplicação caída - o domínio resolve, mas o nginx/Apache devolve 502 ou 500. Outros são o oposto: servidor saudável respondendo por IP, mas o domínio continua apontando para o lugar antigo por cache ou NS desatualizado.

O sintoma também guia o palpite. Site principal fora: A. Só o www falhando: CNAME ou A do subdomínio. E-mail caindo: MX, SPF, DKIM, DMARC. Certificado inválido: A correto mas servidor sem o cert do domínio.

DNS de e-mail: MX, SPF, DKIM e DMARC

Quando um e-mail não chega, o suspeito quase sempre está em MX, SPF, DKIM ou DMARC - não no servidor de origem. MX diz quem recebe. SPF diz quem pode enviar em nome do domínio. DKIM assina criptograficamente a mensagem. DMARC junta SPF e DKIM numa política (none, quarantine, reject) e exige alinhamento. Faltar qualquer um desses derruba reputação e empurra mensagem legítima para o spam.

Domínio empresarial sem TXT bem configurado é domínio que envia e-mail e ninguém recebe. A leitura aqui é o ponto de partida - a configuração final exige comparar os TXT da zona com a documentação do provedor de e-mail (Google Workspace, Microsoft 365, Zoho, Locaweb).

Alerta

DNS correto não garante aplicação saudável

Se o domínio aponta para o IP certo, mas o site continua falhando, o problema pode estar em certificado, proxy, firewall, balanceador, aplicação ou banco. DNS é apenas uma camada da stack.

DNS no Brasil: Registro.br, nameservers e operação prática

Em domínio .br, registro e delegação passam pelo Registro.br/NIC.br. A lógica do DNS é a mesma, mas o contexto operacional muda: muito domínio usa NS do provedor de hospedagem, da Cloudflare, da plataforma de e-mail ou o DNS embutido do próprio Registro.br. O que importa é a delegação ficar coerente - a zona ativa precisa ser exatamente a infraestrutura que você está editando.

A falha mais comum em incidente é editar registro num painel que não corresponde aos NS realmente delegados. O ajuste está certo, o lugar está errado, nada propaga. A consulta DNS expõe quem está respondendo de verdade.

Quando combinar consulta DNS, ping e WHOIS

Diagnóstico completo raramente fica numa ferramenta só. A consulta DNS resolve apontamento, configuração e propagação. Teste de ping mostra se o IP responde e com qual latência. Consulta WHOIS traz datas de registro, expiração, registrador e status administrativo - útil quando o suspeito é domínio vencido ou em redenção.

Como usar: Consulta DNS

  1. Digite o domínio no campo de consulta DNS.
  2. Clique em Consultar Registros para executar a verificação.
  3. Analise os tipos A, AAAA, MX, TXT, CNAME, NS e SOA retornados.

Perguntas frequentes sobre Consulta DNS

O que é uma consulta DNS e o que ela retorna?

É a leitura dos registros que conectam um domínio aos seus serviços, como site, email e verificações de segurança. A consulta traz tipos como A e AAAA (endereços IP), MX (email), CNAME (apelidos), TXT (políticas), NS (servidores de nomes) e SOA (dados da zona).

Quanto tempo demora a propagação de uma mudança de DNS?

Depende do valor de TTL configurado em cada registro e dos caches pelo caminho, então pode levar de poucos minutos a algumas horas. Enquanto os caches antigos não expiram, parte dos usuários ainda enxerga o valor anterior.

Qual a diferença entre um registro A e um registro CNAME?

O registro A aponta um nome diretamente para um endereço IP. O CNAME não aponta para IP, e sim para outro nome de domínio, funcionando como um apelido que herda o destino final daquele nome.

Para que serve o registro MX de um domínio?

O registro MX indica quais servidores estão autorizados a receber os emails de um domínio e em que ordem de prioridade. Sem um MX válido, mensagens enviadas para aquele domínio não chegam ao destino.

Para que serve o registro TXT no DNS?

O registro TXT guarda textos de configuração e verificação usados por outros serviços. É onde ficam as políticas de email SPF, DKIM e DMARC, além de comprovações de propriedade do domínio exigidas por provedores.

O que significa quando o DNS de um domínio não responde?

Pode ser um problema local, como cache corrompido ou resolvedor lento, ou uma falha na zona do próprio domínio, como nameservers fora do ar. Testar de outra rede ajuda a separar um problema seu de um problema do domínio.

O que é DNS reverso e para que ele é usado?

O DNS reverso faz o caminho inverso: parte de um endereço IP e busca o nome associado a ele por meio do registro PTR. É muito usado por servidores de email para avaliar a reputação de quem envia mensagens e reduzir spam.

Como limpar o cache DNS local no Windows?

Abra o Prompt de Comando e execute ipconfig /flushdns. No macOS o comando equivalente reinicia o serviço mDNSResponder, e no Linux depende do resolvedor em uso, como resolvectl flush-caches em sistemas com systemd.

Você acabou de usar a consulta DNS para inspecionar registros A, AAAA, MX, TXT, NS, CNAME e SOA, validar propagação e descobrir quem responde de verdade pela zona do domínio.